Pagode ou Sertanejo? Onde Acho que a Paquera Flui Mais

rolês com pagode ou sertanejo

Tá num pagodinho, cerveja gelada na mão, a rapaziada cantando Thiaguinho e alguém do lado puxando aquele refrão que todo mundo conhece. Do outro lado da cidade tem uma festa sertaneja, o pessoal tá soltinho na pista e começa a tocar uma da Ana Castela. Me diz uma coisa carinha. Em qual desses lugares você acha que a paquera desenrola melhor?

Eu curto os dois, mas tenho minhas preferências. Sempre gostei da ideia de conhecer a vida noturna das cidades por onde passei, principalmente os bares populares, as rodas de pagode e os lugares com sertanejo ao vivo. É música boa, gente diferente e aquela possibilidade de começar uma conversa sem depender de um match no celular.

Mas ó, pagode ou sertanejo? Se a pergunta é onde acho que a paquera flui mais, já adianto que tenho uma quedinha pelo pagode. Só que o sertanejo também bate um bolão dependendo do ambiente. Vou explicar meu raciocínio, mostrar alguns lugares famosos e contar o que eu observaria antes de colocar a beca e sair cheirosão por aí.

Por Que Eu Apostaria Mais Num Pagodinho?

Pensa numa roda de pagode daquelas em que os músicos ficam perto do público, o pessoal acompanha as letras e uma mesa começa a cantar junto com a outra. Tem gente em pé, outros sentados, alguém batucando na mesa e sempre aparece aquele cidadão convencido de que canta melhor que o Péricles.

Eu gosto desse clima porque a resenha acontece sem esforço. Você pode comentar a música, rir de alguma coisa ou trocar ideia durante um intervalo sem precisar atravessar uma pista lotada.

Thiaguinho, Ferrugem, Belo, Sorriso Maroto, Péricles e Marvvila têm repertórios que combinam demais com esse tipo de ambiente. Claro que um show grande desses artistas é diferente de um pagodinho de bairro, mas as músicas conhecidas ajudam a criar aquele clima de todo mundo cantando junto.

Imagina começar a tocar uma música do Sorriso Maroto e a gatona ao lado cantar com uma empolgação absurda. Eu provavelmente soltaria alguma brincadeira sobre a sofrência daquela letra. Se ela entrar no papo, ótimo. Se continuar curtindo com os amigos, deixo a mulher aproveitar o show.

Outra coisa que me agrada é que não precisa saber dançar bem para se divertir. Pode cantar, bater palma, acompanhar o cavaquinho e ficar de boa com sua bebida.

Agora, não confunda roda de pagode com show enorme. Não curto tanto se o lugar estiver apertado, com som estourando e todo mundo espremido perto do palco.

O Sertanejo Tem Seu Charme, E Como Tem!

Agora vamos para o outro lado. Sextou, você coloca uma roupa bacana e vai para uma casa sertaneja. Começa uma música da Simone Mendes, a turma canta junto, depois entra uma mais animada da Lauana Prado e tem gente querendo dançar.

Quem disse que não dá para conhecer uma pessoa interessante ali?

Eu gosto de sertanejo porque a música costuma misturar romance, sofrência e festa. Ana Castela, Henrique & Juliano, Jorge & Mateus, Murilo Huff e tantos outros artistas tem repertórios que fazem o público cantar com vontade.

Tem aquele sujeito que passou a semana inteira dizendo que superou a ex e na primeira música romântica já tá cantando olhando para o teto. Segura a emoção calabreso!

Para paquera, acho que o sertanejo ganha pontos quando o ambiente convida para dançar. Se você gosta de acompanhar o ritmo e a outra pessoa demonstra vontade, pode surgir uma aproximação gostosa.

Eu observaria se a casa tem lugares para conversar. Tem festa sertaneja com mesas, balcões e áreas mais tranquilas. Outras são praticamente um show enorme com gente filmando o palco o tempo inteiro.

Para mim, o tamanho da festa pesa mais do que o estilo musical. Uma casa menor com banda ao vivo pode render uma conversa muito melhor do que um evento lotado com um artista famoso.

Pagode ou Sertanejo? Comparando os Dois Rolês

Não tenho uma pesquisa mostrando que pagode rende mais beijos que sertanejo, e nem vou inventar uma. Minha comparação é bem mais simples. Penso no tipo de ambiente, no volume da música e na facilidade de trocar ideia com alguém.

O Que Comparar Pagode Sertanejo
Clima Resenha, canto coletivo e roda de amigos. Romance, sofrência, festa e dança.
Puxar papo Pode ser mais fácil nas rodas menores e nos intervalos. Funciona melhor em bares com espaço para conversar.
Dançar Dá para curtir sem saber passos específicos. Pode render convite para dançar junto.
Sair sozinho Gosto de ambientes com balcão e roda mais próxima. Prefiro casas onde não dependa de estar num grupo.
Gastar pouco Há rodas populares e eventos gratuitos, conforme a programação. Há bares com música ao vivo e também grandes shows caros.
Maior dificuldade Grupos fechados e lugares muito apertados. Som alto e grandes pistas que dificultam a conversa.

Se meu objetivo fosse conhecer gente e trocar ideia, provavelmente escolheria um pagode menor. Agora se estivesse com vontade de dançar, cantar umas músicas românticas e curtir um ambiente mais agitado, iria de sertanejo.

O detalhe é não escolher só pela paquera. Vai para um lugar que você também vai aproveitar caso não conheça ninguém. Parece pouca coisa, mas muda totalmente o clima da saída.

E não fica pensando que todo mundo está solteiro só porque foi para o pagode ou para uma balada sertaneja. Tem casais, grupos de amigos, aniversariantes e gente que só quer ouvir música. Nem todo sorriso é flerte, então presta atenção na reciprocidade.

Onde Eu Procuraria Um Rolê Desses?

Quer nomes de lugares para começar a pesquisa? Separei alguns conhecidos, mas lembra que a programação muda e uma casa pode receber estilos diferentes dependendo do evento.

No Rio de Janeiro, a Fundição Progresso, na Lapa, é uma referência de shows. Já recebeu eventos de samba e pagode, incluindo apresentações do Sorriso Maroto e da Marvvila. É o tipo de espaço que eu olharia para descobrir se tem alguma festa interessante. Só não contaria com conversa tranquila na frente do palco de um show lotado.

Em São Paulo, a Vila do Samba, na Casa Verde, é uma opção conhecida para quem curte rodas de samba e pagode. O lugar divulga programação com grupos e apresentações ao vivo. Para mim, esse formato favorece mais a resenha quando existe espaço para conversar nos intervalos.

E quem prefere sertanejo pode pesquisar o Villa Country, na região da Água Branca. É uma casa famosa pelo estilo country e sertanejo, com ambientes diferentes, incluindo saloon, pista e espaços para comer. Por ali já passaram artistas e duplas do gênero, e vale conferir a agenda antes de sair de casa.

Já em Goiânia, cidade muito ligada à cultura sertaneja, eu procuraria bares e casas com apresentações ao vivo, inclusive pela região do Setor Marista. Dependendo do programa, uma mesa num bar pode combinar mais comigo do que uma casa enorme cheia de camarotes.

E tem uma coisa. Artista famoso não garante paquera. Às vezes o show é maravilhoso, mas o público só quer assistir. Um grupo local tocando num boteco pode criar um ambiente bem melhor para fazer amizades.

Eu sempre conferiria a agenda oficial, valores, classificação etária, regras da casa e como voltar para a hospedagem. Não sou rico para comprar ingresso caro no impulso e depois descobrir que ainda preciso atravessar a cidade inteira de madrugada.

Vai Sair Sozinho? Então Aproveita o Ambiente

Uma coisa que gosto na vida de nômade é poder escolher meu próprio rolê. Não conheço ninguém para chamar? Posso sair mesmo assim. Mas vou dizer que toda missão solo é maravilhosa? Claro que não. Tem dia em que o lugar não combina comigo e dá vontade de vazar cedo.

Se fosse escolher entre pagode e sertanejo para sair sozinho, eu procuraria um ambiente onde consiga ficar confortável sem companhia. Um balcão, uma roda de música, um espaço para circular ou algum lugar onde dê para comer alguma coisa.

Meu checklist seria bem simples:

  • Olhar a programação. É roda pequena, banda num bar ou show grande? Isso muda o clima.
  • Conferir o orçamento. Entrada, couvert, bebida, comida e transporte. A conta completa, não só o ingresso.
  • Chegar sem pressa. Quero encontrar um cantinho, entender o movimento e aproveitar a música.
  • Guardar o celular um pouco. Se passei a noite inteira olhando o Instagram, para que saí?
  • Ter como voltar. Não vou depender de um desconhecido para chegar à hospedagem.

E a roupa? Coloca a beca e chama no perfume especial, mas sem exagerar. Num pagode popular, talvez uma camiseta bacana bem ajustada resolva. Numa casa sertaneja, vale um social básico.

O importante é estar arrumado do teu jeito. Não precisa vestir um personagem para parecer interessante.

Como Puxar Papo Sem Estragar o Rolê?

Pensa numa roda de pagode. Você está curtindo a música e começa a conversar com uma pessoa sobre o cantor. O papo vai para os shows que ela gosta, os bares da cidade e quando percebe vocês já estão rindo de alguma história.

Gostoso, né? Bem diferente de chegar interrompendo alguém com uma cantada ensaiada.

Eu prefiro usar o que está acontecendo no ambiente. A música já entrega assunto, então não precisa inventar uma apresentação elaborada.

No sertanejo, se a pessoa estiver dançando e parecer aberta a conversar, pode surgir a oportunidade de um convite. Mas não confunda uma mulher cantando animada com alguém dando sinal para você chegar junto.

E se ela não quiser papo? Tranquilo carinha, já busca outro canto, paquera não é disputa.

Também não fica bancando o patrocinador da festa comprando bebida para desconhecidos esperando algo em troca, é uma péssima ideia.

E se rolar química, ótimo! Troquem contato, combinem outro programa ou continuem a conversa se os dois estiverem a fim. Não precisa apressar os finalmentes porque a música ficou romântica.

Onde Acho Que a Paquera Flui Mais? Pagode ou Sertanejo?

Se eu tivesse que escolher uma noite para conhecer gente, provavelmente iria de pagode. Gosto da roda, da resenha, de ouvir o pessoal cantando junto e da possibilidade de trocar ideia sem precisar ficar gritando.

Mas, um sertanejo com banda boa, espaço para conversar e uma pista gostosa pode mudar minha escolha rapidinho. Se tiver Lauana Prado ou Jorge & Mateus na programação, por exemplo, eu já ficaria curioso para conferir o evento.

Na minha experiência o ambiente manda mais que o gênero. E é algo que sempre ensino os carinhas que me contratam para um coaching. Arranjar um encontro casual em uma roda de pagode lotada pode não ser fácil, por ser uma hora péssima para conversar, enquanto um bar sertanejo tranquilo pode render um encontro da hora. E o inverso também se aplica.

Agora, não vai escolher tudo pensando em quantos beijos e amassos pode conseguir. Eu também gosto de paquerar, mas quero ouvir música, comer alguma coisa, dar risada e conhecer um pouco da cidade. Nem toda saída precisa render date para ter valido a pena.

E quem sabe? Você sai para ouvir um pagodinho, acaba papeando com uma gatona que adora sertanejo e descobre que já tem assunto para combinar o próximo rolê. Se melhorar estraga, né? Tamo junto!

Autor

  • Murilo Costa

    Oi, sou Murilo Costa, coach de encontros casuais e nômade digital. Tô sempre mudando de cidade. Sou Brasileiro, de Búzios (quase não paro lá) e vou compartilhar muitas dicas e sacadas com você aqui no Casual Brasil.

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