
Murilão na área, tudo belezinha? Olha, cresci em Geribá, Búzios, pertinho de uma das praias mais bonitas do Brasil. E coladinho tem a Ferradurinha, prainha mágica (ótima para ver tartarugas) que sempre teve um lugar especial no meu coração!
Mas chega uma hora que a gente começa a pensar no que tem de bom pelo brasilzão. Foi assim que a ideia de viver como nômade digital ganhou força na minha mente. Eu queria conhecer outros lugares, trocar ideia com gente diferente e descobrir até onde a liberdade poderia me levar.
Confesso, morri de medo no começo, e já tinha até plano B (voltar pra casa) se as coisas dessem errado. Meu plano virou um roteiro por 88 cidades brasileiras, de Búzios até Petrolina, passando por capitais, cidades do interior, praias e regiões onde o calor arranca o couro
Viajar assim não é férias, não romantiza a coisa, e esse é um dos maiores ensinamentos que posso passar inicialmente. Tem trampo, contas, ônibus, hospedagem e perrengue toda hora. Mas cada cidade abre uma possibilidade nova. Vou te contar um pouco desse estilo de vida e compartilhar dicas se pensa em cair na estrada.
Por Que Resolvi Saí de Búzios e Conhecer o Brasil?
Sempre tive vontade de descobrir como seria viver em outros lugares. Não apenas passar um fim de semana, tirar foto e voltar para casa. Queria entender o ritmo das cidades, conhecer os bairros, procurar uma academia, descobrir onde a turma corre e encontrar aquele boteco que não aparece nos roteiros turísticos.
Crescer em uma cidade turística como Búzios, que recebe gente de todo o Brasil e do mundo constantemente, é muito da hora. E você acaba se acostumando com a vibe diferente que gente de férias passam. Pessoas de passagem buscam bons momentos, positividade, e eu sempre curti isso. Imaginei então como seria o inverso, eu indo até elas.
Foi aí que comecei a organizar a viagem. A ideia era ficar geralmente uma ou duas semanas por cidade, tempo suficiente para conhecer gente e se sentir um local por um tempo. Me inspirei no Saulo, do canal Caba da Péda, que mostrou como viajar pelo Brasil pode render boas histórias sem precisar bancar o turista gastador. Recomendo muito maratonar os vídeos dele.
De Onde Vem a Grana Para Viver Como Nômade Digital?
Um dos maiores enganos é achar que vai conseguir rodar sem gastar quase nada. Então tem que fazer dinheiro para não se complicar. No meu caso, conto com rendimentos de investimentos, trabalho com coaching de encontros casuais e crio sites para negócios locais.
Os rendimentos ajudam um pouco, os atendimentos são minha principal fonte e um projeto de site pode exigir vários dias de trabalho. Eu não recomendo meter o louco e pensar em dar um jeito já estando na estrada.
Se tu está pensando nessa vida, tem que já ter um plano pra trabalhar de onde estiver, nem que seja fora da internet. Começar um canal no Youtube é uma possibilidade. Ensinar alguma coisa, fazer entregas… em algumas cidades tem serviço de descarga de caminhões como o MeuChapa e a BIKO.
Já faz umas contas de quanto de gasto terá em média com hospedagem, comida, transporte e uma reserva para imprevistos. O lance é se garantir no começo com uma reserva para os momentos quando entra pouca grana.
Escrevi sobre como ganhar dinheiro sendo nômade digital, mas aqui vai o principal. Primeiro organiza a renda, depois a mochila.
Viajar Devagar Pode Sair Mais Barato
Desencana de querer conhecer mais cidades em menos tempo. Prefira passar alguns dias num lugar, aprender os caminhos e descobrir onde comprar comida sem pagar preço de turista. Ficar uma ou duas semanas também ajuda a diluir o custo da passagem e evita aquela correria de arrumar mala a cada dois dias.
Na hospedagem, olha mais do que a diária. Tem cozinha? Lavanderia por perto? Supermercado? Dá para chegar ao Centro de ônibus? Um quarto baratinho longe de tudo pode sair caro se tu precisar chamar transporte por aplicativo diariamente.
Outro detalhe é evitar pagar hospedagem antes de chegar na cidade. Você pode mudar de planos, perder a condução ou mesmo cair em golpes. Uma coisa que sempre fiz foi criar uma lista com antecedência de WhatsApps e endereços de opções para acomodações baratas.
Ok, pintou uma promoção boa e no precinho no Booking? Aí compensa fazer o Pix antes.
A Internet da Hospedagem Precisa Funcionar de Verdade
Essa é uma das dicas mais importantes para quem trabalha viajando. A hospedagem anuncia Wi-Fi grátis e tu já imagina que está tudo resolvido. Só que uma conexão pode funcionar perfeitamente em alguns quartos e travar no seu.
Pesquisa a velocidade de upload, a estabilidade e se existe um canto silencioso para trabalhar, e principalmente se o sinal chega bem ao quarto.
Eu também teria um plano B com dados móveis, arquivos importantes disponíveis offline e uma alternativa para trabalhar caso a hospedagem fique sem conexão. Se puder, testa o compartilhamento de internet do celular antes de precisar dele.
Ônibus, Mochila e Uma Rodoviária de Cada Vez
Eu curto de viagem de ônibus, tenho pé atrás com aeroporto. A estrada já é uma experiência prazerosa pra mim, então vou de buzão numa boa. Gosto de ir pensando na vida e ‘viajo’ nas paisagens (quando consigo a janela).
Antes de comprar a passagem, verifica onde fica a rodoviária, a distância até a hospedagem e o horário previsto de chegada. Chegar durante o dia costuma facilitar bastante quando tu ainda não conhece a região.
Para viagens longas, é interessante comprar antes para ter desconto. Olha as condições de cada empresa, mais geralmente pedidos de desistência com antecedência mínima de três horas podem dar direito ao reembolso, com retenção de até 5%.
Importante ter uma mochila forte, confortável e com compartimento secreto para guardar algum dinheiro vivo para emergências. E não precisa carregar a casa inteira nas costas mano. Quanto menos coisa inútil, melhor para mudar de cidade.
Trabalhar, Correr e Aproveitar o Lugar Onde Estou
Ó, viver como nômade digital não é acordar todo dia procurando uma atração turística. Primeiro vem o que vai fazer a coisa funcionar. Gosto de rodar bem logo quando chego numa cidade, e para isso coloco o tênis e vou correr depois de dar uma olhada no maps. É um ritual dos primeiros dias pra mim.
Correr, caminhar, fazer algumas amizades, pegar dicas com locais, ver lugar barato pra comer e trabalhar (geralmente pego firme depois do almoço). A cidade muda, mas a rotina precisa continuar funcionando.
Curte uma corridinha? O Strava é interessante para acompanhar a rodagem e descobrir percursos bons.
Outra coisa que aprendi a valorizar é deixar espaço na agenda. Tem cidade em que aparece um evento legal durante a semana. Em outras, o melhor é descansar, colocar o trabalho em dia e sair no fim de semana. Não precisa aproveitar tudo ao mesmo tempo, a estrada continua amanhã.
Conhecer Pessoas Também Faz Parte da Aventura
O da hora de mudar de cidade é conhecer outras maneiras de viver. Eu gosto de pagode, sertanejo, boteco e conversa sem muita formalidade. Às vezes, uma atividade esportiva ou um evento cultural pode ser uma oportunidade melhor para fazer amizades do que uma balada lotada.
Relacionamentos? Aplicativos de encontros também entram nessa história. O Tinder, por exemplo, funciona bem para se misturar com pessoas da região.
Mas aqui entra aquele lance da vibe diferenciada que falei mais acima, sobre o turista (agora, você) que passa uma energia diferenciada. E você vai notar que o tratamento dos locais é diferente.
É um outro tipo de vibe. Você mesmo(a) já deve ter escutado várias pessoas perguntando ou comentando que pessoas interessantes moram longe. Mas o fato é que por onde você passar, as pessoas te apresentarão o melhor lado delas, e isso é legal demais maninho.
Falei mais sobre isso no artigo de como fazer amigos numa cidade nova.
20 Cidades da Minha Rota Para Explorar o Brasil
O roteiro do Casual Brasil passou por 88 cidades, com realidades completamente diferentes. Praia, interior, capital enorme, cidade universitária, clima mais frio, calor do Sertão e muita música pelo caminho. Separei vinte destinos para tu começar a explorar os artigos locais do site.
| Cidade | O Que Descobrir Por Lá |
|---|---|
| Búzios (RJ) | Onde começou a história, com praias e vida noturna. |
| Vila Velha (ES) | Praias, bares e passeios na Grande Vitória. |
| Salvador (BA) | Música baiana, cultura e festas populares. |
| Recife (PE) | Frevo, cultura urbana e vida noturna. |
| João Pessoa (PB) | Orla, música e passeios econômicos. |
| Fortaleza (CE) | Forró, praias e bares movimentados. |
| São Luís (MA) | Reggae, história e cultura maranhense. |
| Belém (PA) | Mercados, culinária e música paraense. |
| Manaus (AM) | Calor amazônico, cultura e novos caminhos. |
| Cuiabá (MT) | Botecos, calor e tradições regionais. |
| Campo Grande (MS) | Parques, gastronomia e vida urbana. |
| Goiânia (GO) | Sertanejo, bares e encontros. |
| Brasília (DF) | Distâncias, parques e vida social. |
| Curitiba (PR) | Parques, bares e clima mais frio. |
| Florianópolis (SC) | Praias, bairros e rotina de ilha. |
| Porto Alegre (RS) | Música, botecos e cultura gaúcha. |
| São Paulo (SP) | Diversidade, trabalho e rolês para todo gosto. |
| Rio de Janeiro (RJ) | Samba, praias e bairros bem diferentes. |
| Belo Horizonte (MG) | Botecos mineiros, rock, samba e forró. |
| Petrolina (PE) | O Velho Chico, forró e a última parada. |
Esses são apenas vinte destinos. Cada cidade do roteiro tem seus próprios pontos, bairros e dicas. Algumas rendem mais opções econômicas, outras exigem deslocamentos longos ou atenção à temporada. Não escolhe apenas pela fama. O melhor destino depende da tua vida, do orçamento e do que tu quer descobrir.
Antes de Cair na Estrada
Não precisa complicar, mas também não dá para sair no improviso total.
- Grana organizada. Separar hospedagem, passagem, alimentação e uma reserva para imprevistos.
- Internet conferida. Perguntar sobre conexão, espaço para trabalhar e cobertura da operadora.
- Hospedagem pesquisada. Verificar avaliações, localização, regras de cancelamento e procedência do anúncio.
- Chegada planejada. Salvar o endereço, pesquisar a rodoviária e conferir opções de transporte.
- Trabalho protegido. Fazer backup, ativar autenticação em duas etapas e manter documentos acessíveis.
- Rotina possível. Reservar horas para trabalhar, descansar e cuidar da saúde.
- Vida social sem pressão. Conhecer os lugares, fazer amizades e aproveitar os encontros com respeito.
E se alguma coisa sair do planejado? Ajusta a rota. Às vezes vale ficar mais uns dias numa cidade, outras vezes é melhor seguir viagem. Flexibilidade também é saber mudar de ideia, sem transformar cada problema numa tragédia.
O Melhor de Ser Nômade Digital Não Cabe na Mochila
Depois de organizar um roteiro tão grande, eu continuo gostando da ideia de descobrir o Brasil sem precisar fazer tudo correndo.
Vale a pena? Certamente que sim carinha, já estou até planejando a próxima aventura, dessa vez listando mais cidades que fiquei na vontade de visitar.
E não acredito que viver como nômade digital seja a melhor coisa para todo mundo. Tem quem prefira conforto, segurança, casa fixa, rotina previsível e uma turma de amigos sempre por perto. E de boa, tá valendo.
Se tu pensa em experimentar esse estilo de vida, começa pequeno. Um bate e volta, uma semana trabalhando de outra cidade ou um período de teste já podem ensinar bastante. Não precisa vender tudo nem tentar imitar a viagem de ninguém. Constrói uma aventura que tenha tua cara.
E se além de viajar tu quiser melhorar a maneira de conhecer pessoas, conversar nos aplicativos ou aproveitar a solteirice com mais confiança, entra em contato comigo para uma sessão de coaching de encontros casuais, online ou presencialmente quando viável. Por aqui a proposta continua sendo a mesma. Conhecer gente, viver experiências e aproveitar a liberdade sem passar por cima de ninguém. A gente se tromba por aí, tamo junto maninho!